Laboratorios

NOVAS LINGUAGENS PARA NOVOS PÚBLICOS

UNDER25 tem início com este laboratório que desenhará algumas das directrizes do projecto, como a investigação ( nova)  de linguagens ( novas) e dramaturgias, ( novas) audiências e relações com os espectadores , e ( novos) espaços de residência.

De forma a proporcionar o debate sobre estas questões, apresentamos dinamizadores  provenientes de diferentes campos de actuação: a criação; o acompanhamento de processos criativos ( residências); e a investigação de novos públicos e do trabalho a desenvolver junto destes. Os profissionais que nos acompanharão são: Cristina Blanco, Bea Fernández (La Poderosa), Roger Bernat, Agost Produccions y La Dula.

O formato dos laboratórios será teórico-prático e será desenvolvido de duas formas; sessões de trabalho internas e sessões abertas ao público.

SESSÕES ABERTAS:

  • TERÇA-FEIRA DIA 28 DE JUNHO – das 17h30 ás 20h30: CÓDIGO ABERTO ( COMEÇAR POR QUALQUER PARTE) Com Cristina Blanco.
  • QUARTA-FEIRA DIA 29 DE JUNHO – das 10h30 ás 13h30: SER ENTRE ESTAR ENTRE com Bea Fernandéz
  • SEXTA-FEIRA DIA 1 DE JULHO – das 18h30 ás 20h30 : PÚBLICO(S) com Roger Bernat, Agost Producciones e La Dula.

 

Incrivete em laboratorios

 

CÓDIGO ABERTO (começar por qualquer parte) com Cristina Blanco

CRIS BLANCO, nasceu em Madrid e vive em Barcelona.

Desde 2003 que cria as suas próprias peças, trabalhando como interprete em performance, dança, teatro e cinema.

A transformação de códigos e objectos, a mistura de géneros cénico , a música ao vivo, os truques óbvios, a ficção científica e a convenção dramatúrgica são elementos que representam o seu trabalho.

Alguns dos seus trabalhos são; QUADRADO_FLECHA_PERSONA QUE CORRE (2004), TELETRANsPORTATION (2010), ciencia_ficción (2010) The Set Up em colaboracão com Cuqui Jerez, María Jerez, Amaia Urra y Gilles Gentner. El Agitador Vórtex (2014) y Bad Translation (2016) creada em colaboracão com Óscar Bueno, Javier Cruz, Cris Celada, Amaranta Velarde e Ayara Hernández.

www.tea-tron.com/cristinablanco

http://soundcloud.com/the-elements-5

PROPÕE:

começar por qualquer parte.

Proponho partilhar algumas referências, conceitos e ferramentas que uso nos meus projectos ( que me motivam para começar a trabalhar) com o objectivo que os participantes as usem, as destruam e encontre as suas próprias ferramentas.

 

SER ENTRE ESTAR ENTRE com Bea Fernández

Beatriz Fernández, Bailarina, coreógrafa, investigadora e curadora.

É cofundadora do colectivo – LAS SANTAS – membro de ARTAS e co-directora artística de – LA PODEROSA, espaço de criação e investigação de Dança em Barcelona.

Ganhou o prémio – CIUDAD DE BARCELONA em 2015, no âmbito da dança.

Licenciada em Dança Contemporânea e Coreografia pelo Instituto do Teatro de Barcelona, ampliou os seus estudos no Centro de  Pesquisa do Movimento ( Nova York). Trabalha como interprete com Danat Danza e colabora proximamente com o coreógrafo Carmelo Salazar, tendo participado em diversas peças como, “Europea no es una puta”, “Espaciales” ou “ El Salón Dorado”.  Criou os solos “ Escorzo”, “I Have a Dream” e “ Cuerpo en escena”, em colaboraçãoo com Olga Mesa. Em 2008 desenvolveu um projecto centrado na figura do interprete como memória e arquivo vivo, que se apresenta em dois formatos; um documentário audiovisual,- “Los que se ven entre si” e uma peça de teatro – “Tres personas, todos los cuerpos”.

Desenvolveu“ Muy experimental”, um projecto de investigação que culminou no espectáculo “ Este lugar entre”.

Há seis anos que desenvolve uma actividade pedagógica de laboratórios de investigação do corpo, dirigidos a bailarinos estudantes e profissionais, interessados  na construção da presença do interprete em tempo real

PROPÕE:

Proponho um tempo de encontro com o corpo como ferramenta para a criação de novos espaços e pensamentos, de observação do corpo como sujeito da criação, e do jogo como aprendizagem e dispositivo experimental em grupo.

Ser entre estar entre
Entre significado e sentido
Tentar fugir ao primeiro e ir mais fundo no segundo

Proponho o desafio de uma prática que implique outros tempos e outros espaços, no silêncio  que abrimos e no movimento transportado pelos corpos, tomaremos a palavra.

Um espaço e um tempo do acontecimento onde a prática é uma busca pela compreensão do mundo e dos movimentos éticos, políticos e afectivos, partindo da experiência despoletada pelo “corpo-pessoa” que transita de um espaço-contexto num tempo-presente.

Praticaremos um corpo que se questiona mais do que se afirma, que se coloca no lugar da incerteza que perfura a línguagem já conformada de antemão, recuperando a capacidade de ver, escutar, decidir, fazer e perceber, a partir da experiência comum.

 

MESA DE TRABALHO: PÚBLICO(S), com Roger Bernat, Agost Produccions e La Dula.

Roger Bernat retoma documentos, imagens, manifestações, testemunhos e encenações históricas, para elaborar projectos nos quais a comunidade se converte no protagonista. Já não existem actores individuais a encarnar os personagens da ficção, a não ser o público que, sem ironia, representa a comunidade. Alguns dos seus espectáculos são Domini Públic (2008), Pura coincidència (2009), La consagración de la primavera (2010), Please Continue (Hamlet) (2011),  Pendiente de voto (2012), Desplazamiento del Palacio de La Moneda (2014), Numax-Fagor-plus (2014) o We need to talk (2015). Estes espectáculos foram apresentados em diversos países. Em 2009 editou, juntamente com Ignasi Duarte, o livro  -Querido Público. El espectador ante la participación: jugadores, usuarios, prosumers y fans.

Agost producciones é uma associação cultural com sede em Barcelona desde 2010, que desenvolve actividades para ampliar a experiência do público para além da apresentação de  espectáculos, aprofundando e gerando uma vivência mais significativa do mundo artístico. Estas actividades estiveram ligadas á programação de festivais de teatro e equipamentos catalãs como o Mercat de les Flors, o Festival Grec La Seca-Espai Brossa, Temporada Alta, Fira Trapezi, entre outros.

www.agostproduccions.com

La Dula é um estúdio dedicado ao desenvolvimento de processos e recursos  de incentivo ao desenvolvimento local formado pelos sociólogos Lluís Beblloch e Mireia López. Trabalham essencialmente sobre; a dinamização de acções ligadas á comunidade, apresentando ferramentas para a gestão local de recursos e planificação urbana participativa.

Neste sentido, levaram a cabo diferentes projectos comunitários com bairros de risco, como; Escoltem Velluters, Plus Cabanyal em Valência, ou o plano de activação do parque Raval ( Algemesí). Também desenvolveram propostas de planificação urbana como no caso do  Plan de movilidad de Ontinyent  y Guanyem La Partida, estratégias para a dinamização de L´horta de Campanar-Benimàmet, contando com diferentes experiencias em diagnósticos participativos de território (Russafa, ciudad de Sagunt) e investigações sociais, como por exemplo a realizada junto do associativismo juvenil em bairros de Valência. La Dula é também parte integrante da equipa de dinamização da estratégia EMERGENTS.